6 números para levar para a próxima conversa
Todos sobre pessoas dos 16 aos 74 anos que vivem em Portugal, nos 3 meses anteriores à entrevista, salvo indicação.
YoungNetwork Group
IA vai cavar o fosso entre vencedores e acampados
A inteligência artificial não vai chegar a todos ao mesmo tempo. Chega primeiro aos mais novos, a quem estudou mais e a quem vive nas regiões mais desenvolvidas. E quem chega primeiro aprende mais depressa, produz mais e decide melhor.
Quem comunica tem aqui uma responsabilidade. Falar também para os que ainda acham que não precisam, mostrar-lhes a IA a resolver coisas concretas, como marcar uma consulta, perceber uma carta das Finanças ou preparar uma entrevista de emprego. E ir ter com essas pessoas onde elas estão: na televisão, na rádio local, no jornal da terra, na junta de freguesia. E escrever sem siglas nem inglês, com a paciência de quem explica a um vizinho.
Porque a IA vai escolher vencedores entre os que já estão a vencer. Os vencidos irão acampar mais vezes no Rossio ou na Dom João I.
A IA ainda é coisa de novos
Percentagem de pessoas que usaram ferramentas de IA nos 3 meses anteriores à entrevista, por idade.
Dos 16 aos 24 anos, 3 em cada 4 usam IA. Dos 65 aos 74 anos, menos de 1 em cada 10. Entre os reformados e outros inativos, 8,8%.
Grande Lisboa à frente, Alentejo atrás
Percentagem que usou ferramentas de IA, por região (NUTS II). Quanto mais escuro, maior o uso.
Entre a região que mais usa e a que menos usa há 20,1 pontos de diferença.
A Grande Lisboa e a Península de Setúbal são as únicas regiões acima dos 40%. O Alentejo tem o valor mais baixo do país.
A internet já chegou a quase todos. A IA ainda não
Os dois primeiros valores são de toda a população dos 16 aos 74 anos. Os outros dois são de quem não usou IA.
O que isto muda para quem comunica
Mostrar para que serve
Poucos deixam de usar IA por receio. A maioria acha que não precisa. A conversa ganha com exemplos concretos do dia a dia, mais do que com explicações sobre a tecnologia.
Dois públicos, duas linguagens
Para os mais novos e para quem estudou mais, a IA já é uma ferramenta. Para os mais velhos, ainda é uma novidade distante. A mesma mensagem não chega aos dois.
O uso começa em casa
A IA entra em Portugal pela vida pessoal, mais do que pelo trabalho. É aí que as marcas a podem tornar útil e próxima.
O país não é Lisboa
Uma campanha pensada a partir da Grande Lisboa sobrestima o uso da IA no resto do país, sobretudo no Alentejo e nas ilhas.
Vídeo e PDF
A Lupa em vídeo e em PDF.