6 números para levar para a próxima conversa
Todos sobre adultos em Portugal (18 ou mais anos). A comparação é com o conjunto dos 20 países do estudo.
YoungNetwork Group
Não queremos algoritmos,
queremos tempo com os médicos
Os portugueses não precisam de ser convencidos a confiar em quem trata deles. Já confiam. O que lhes falta é tempo com essas pessoas. Por isso, a comunicação de saúde anda ao contrário: muita marca a falar, pouco profissional a explicar. Se amanhã tivesse uma mensagem de saúde para passar, punha-a na boca de um médico ou de um farmacêutico, e dizia-a em metade das palavras.
Com a inteligência artificial passa-se o mesmo. Em Portugal ninguém quer ouvir falar de algoritmos. Quer saber quanto tempo deixa de esperar. Quem apresentar a IA pelo tempo que devolve vai ser ouvido. Quem a apresentar como tecnologia vai falar sozinho.
Mais confiança nos profissionais, mais queixas do sistema
Na satisfação com o sistema público de saúde, Portugal (54%) fica perto do conjunto (56%). A diferença está no resto.
Portugal é o país onde menos pessoas sentem que controlam a sua saúde
Percentagem que sente controlar a gestão do seu bem-estar. Países que o relatório destaca nas duas pontas.
Portugal tem o valor mais baixo dos 20 países, 34 pontos abaixo do conjunto. E é também aqui que o médico e a farmácia mais pesam nas decisões de saúde.
O que se espera da IA: chegar mais depressa
Os dois primeiros valores são de Portugal. Os outros dois são do conjunto dos 20 países, porque o relatório não dá o valor português.
No conjunto dos 20 países, 58% admitem uma consulta feita por IA em vez de ir ao médico, mas só 11% sem reservas. Os outros põem condições: 17% só aceitam se um profissional de saúde rever a recomendação.
O que isto muda para quem comunica saúde
O porta-voz certo é de bata
90% ouvem o médico e 71% a farmácia. Uma mensagem de saúde ganha peso quando é dita por um profissional, não pela marca.
A farmácia é um canal
Portugal está no topo da influência dos farmacêuticos e 48% querem que a farmácia possa renovar receitas de doenças crónicas (20 países: 39%).
Falar de tempo, não de tecnologia
A IA interessa aos portugueses pelo que poupa em espera e acesso. Uma inovação em saúde comunica melhor pelo tempo que devolve.
Dar controlo a quem não o sente
Só 44% sentem que controlam a sua saúde. Informação simples e prática tem aqui mais espaço do que em qualquer outro país do estudo.