Lupa da YoungNetwork Angola Edição #2 · 3 de Novembro de 2026 Inquérito ao Emprego em Angola, IV Trimestre 2025 · INE Angola
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Em Angola, quase metade dos jovens que procuram trabalho não o encontra.

O desemprego é muito mais alto entre os mais novos e o primeiro emprego é quase sempre sem contrato nem protecção. O que muda para quem comunica com os jovens angolanos.

1,1 milhões de desempregados dos 15 aos 24 anosNão têm trabalho, estão disponíveis e procuraram activamente, no IV Trimestre de 2025.
Taxa de desemprego por idade
15 a 24 anos
43,3%
25 a 34 anos
18,9%
35 a 44 anos
10,0%
45 a 54 anos
8,1%
55 a 64 anos
7,3%
65 ou mais
10,2%
Os números da semana

6 números para levar para a próxima conversa

Angola tem 22 424 975 pessoas com 15 ou mais anos. Dados do IV Trimestre de 2025.

17,9%
das pessoas dos 15 aos 24 anos têm emprego
1 456 229 jovens
68,3%
das pessoas dos 15 aos 24 anos estão fora da força de trabalho
5 543 451 jovens, muitos ainda a estudar
20,1%
é a taxa de desemprego das pessoas com 15 ou mais anos
2 235 824 desempregados
46,9%
é a subutilização da mão de obra
Soma desemprego, subemprego e força de trabalho potencial
33,3%
dos empregados trabalham no comércio por grosso e a retalho
A actividade que mais emprega
10,3%
dos empregados trabalham no sector público
Governo ou empresa estatal · 68,5% em empresa privada não agrícola
Trabalho sem contrato

O primeiro emprego é quase sempre informal

Taxa de emprego informal por idade: percentagem dos empregados de cada grupo que trabalham sem vínculo ou protecção legal.

15 a 24 anos
94,1%
25 a 34 anos
80,9%
35 a 44 anos
72,5%
45 a 54 anos
70,3%
55 a 64 anos
68,8%
65 ou mais
84,2%
78,6% de quem trabalha está no informal

São 6 973 261 das pessoas empregadas com 15 ou mais anos.

Nenhum grupo etário fica abaixo dos dois terços.

Quem fica para trás

Mulheres e zonas rurais pesam mais no informal

HomensMulheres Taxa de desemprego18,3%22,0% Emprego informal69,5%88,7%
UrbanaRural Taxa de emprego49,5%19,7% Emprego informal75,7%93,2%
E daí?

O que isto muda para quem comunica

Falar de oportunidade, não de carreira

Para a maioria dos jovens, o trabalho começa sem contrato. Mensagens sobre formação, primeiro rendimento e pequeno negócio dizem-lhes mais do que promessas de carreira.

O informal é o mercado

Quem vende em Angola vende sobretudo a quem trabalha sem contrato nem protecção. Preço, embalagem e forma de pagamento contam tanto como a marca.

Empregadores precisam de marca

Com tantos jovens à procura, as empresas com emprego formal têm uma vantagem para contar. Recrutamento e marca empregadora são temas para o LinkedIn e para as universidades.

Mulheres e meio rural são outro público

Mais desemprego e mais informal entre as mulheres e no meio rural. Campanhas de inclusão pedem canais próprios e parceiros locais.

Os mais novos ainda estudam

A maior parte dos jovens está fora da força de trabalho, muitos na escola. Escolas e universidades são uma porta de entrada para marcas e instituições.

Confirmar antes de comparar

O INE mudou a série e desaconselha comparar estes números com os trimestres anteriores.

Vídeo e PDF

A Lupa em vídeo e em PDF.